quarta-feira, 13 de maio de 2009

Raças de gato coma a letra S

Sagrado da Birmânia
origem: Birmânia/França
data de origem: século XV
esperança de vida: 15 a 20 anos
classificação: Pêlo Semi-Longo
peso: 4 para 8 kg
tamanho: Médio-Grande
Tipo de pêlo: Simi-longo
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Calcula-se que este gato descenda dos gatos dos templos da Birmânia. Segundo a lenda, um gato branco puro era um dos companheiros sagrados de uma Deusa dourada com olhos azuis. Quando o seu templo foi atacado, o pêlo do gato tingiu-se de dourado e os seus olhos tornaram-se azuis, o que levou os monges a reagir e a proteger a Deusa. Os outros gatos do templo também receberam estas cores e diz-se que o Birman descende de um deles, cruzado com um Persa ou Siamês. Em alternativa, algumas pessoas acreditam que o Birman é obra de criadores franceses, mas esta teoria não é muito popular.
Esta raça, com prováveis origens ancestrais apenas conheceu algum crescimento no mundo ocidental no final da primeira metade do século XX. Na verdade, o estalão que o descreve hoje é resultado de uma atenção primordial dos criadores e possivelmente estará um pouco longe do original que descrevem as lendas budistas.
Social por excelência, estabelece rapidamente um bom relacionamento quer com o Homem quer com alguns animais. Calmo e brincalhão, gosta muito de crianças.
É um gato grande. A cabeça é arredondada em que o nariz não sobressai pelo tamanho mas sim pela ponta mais escura que o restante. As orelhas são médias com pontas arredondadas. Os olhos são redondos de cor azul-safira. As pernas são grossas e as patas grandes, redondas e com pêlo de tamanha médio e bastante solto. A cauda é felpuda e comprida.
Este gato colorpoint tem umas características luvas e botas brancas. O Sagrado da Birmânia existe em seal, azul, chocolate, lilás, vermelho, creme em colorpoint, tabby, tortie ou torbie. Recentemente apareceram noutras cores como silver, smoke, cinnamon, fawn, caramelo, entre outros, que ainda não foram aprovados pelo stardard. Existem algumas variantes desta raça, no entanto não existe grande consenso relativamente à descrição pormenorizada de cada variante.
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Siamês

origem: Sião, actual Tailândia
esperança de vida: Mais de 15 anos
classificação: Pêlo Curto
peso: 2 para 5 kg
tamanho: Médio
tipo de pêlo: Curto
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Os Siamês é um dos gatos mais fáceis de identificar, devido à sua distinta pelagem. De constituição física esbelta, com um temperamento ao mesmo tempo majestoso e ternurento, o Siamês é sem dúvida um dos gatos mais atraentes e populares do mundo. A história do Siamês está ainda envolta em mistério e pouco se sabe acerca das suas raízes. A Biblioteca Nacional de Banguecoque, possui uma colecção de manuscritos que datam do século XIV, nos quais é descrito um gato de tipo Siamês, chamado "vichien mas". Estes registos indicam, contudo, que o gato estava já estabelecido na região. Dois séculos depois, o naturalista Pallas descreveu uma raça de gatos que encontrou na Ásia Central: tinham corpo branco e as patas, orelhas e a cauda escuras. No Sião, antiga Tailândia, estes gatos eram venerados tanto por monges Budistas como pela altas classes da sociedade. Esta raça eventualmente foi adoptada como o Gato Real do Sião e só podia ser obtida com autorização do Rei que os cedia do seu palácio.
Os Siameses foram introduzidos na Inglaterra em finais do século XIX. Foram uma oferta ao embaixador inglês no território, que os trouxe para casa. Em 1871, surgiu pela primeira vez um Siamês numa exposição britânica. A raça tornou-se rapidamente popular e não demorou muito a chegar aos Estados Unidos. Não foi só o temperamento incomum que o tornou tão popular. Os Ingleses, responsáveis pelo apuramento da raça, ficaram encantados com o contraste belíssimo das suas cores e com o corpo marfim e as extremidades em castanho escuro quase preto. A variante original dava pelo nome de Seal Point, sendo um pouco diferente do Siamês actual, com a cabeça, olhos e corpo arredondados. Contudo, esta variente continua ainda hoje a ser a mais conhecida.
É o gato doméstico mais extrovertido de todos, extremamente inteligente e apegado ao dono. Vivaz e exuberante, é uma das raças de gatos mais vocais, não hesitando em miar sempre que quer interagir com o dono.Os Siameses são bastante independentes, dentro do universo felino. Bastante dócil e carinhoso, o Siamês gosta de ser mimado. Estes gatos são menos activos à noite do que os seus parentes, uma vez que devido à cor dos olhos, não conseguem ver tão bem no escuro.
Esbelto, o Siamês tem um corpo longo, de aspecto atlético. De médio porte, o Siamês pesa entre 2 a 5 kg. Uma das características que se tem acentuado no Siamês é o comprimento e magreza do corpo. Acredita-se que os primeiros Siameses a serem importados eram mais pesados do que aqueles criados actualmente. Outra característica exigida nos primeiros estalões era de que o Siamês tivesse os olhos trocados, semelhante ao estrabismo, e que tivesse a cauda dobrada. Hoje em dia estas características são consideradas indesejáveis e têm sido progressivamente eliminadas.A cabeça do Siamês é bastante típica da raça: triangular, comprida e estreita terminando num nariz comprido e ornada com orelhas grandes e pontiagudas. Pensa-se que, originalmente, estes gatos tivessem as orelhas mais pequenas. Os olhos são amendoados, de cor azul safira. As patas finas e longas combinam com a cauda comprida e esguia.
Curto e de textura fina com um aspecto lustroso, as extremidades possuem sombras acinzentadas. O chocolat point siamês tem um pêlo mais escuro, com o focinho castanho escuro.
Os Siameses apresentam as extremidades escuras, mas nascem com uma cor sólida. Isto deve-se, curiosamente, à temperatura. As zonas mais frias do gato pintam-se de escuro com o tempo. Nas regiões mais quentes, os Siameses são mais claros. Os primeiros Siameses importados da Tailândia eram mais claros do que os Siameses que se encontram agora no Ocidente.
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Sokoke
origem: Quénia
data de origem: 1978
tamanho: médio
tipo de pêlo: Curto
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Originário das florestas do Quênia, os antepassados deste gato foram domesticados pela primeira vez pela tribo dos Giriama. A fazendeira Jeni Slater encontrou uma ninhada em 1978 e desenvolveu a raça, acrescentando-lhes novas características. De aparência selvagem, é na verdade um excelente companheiro de brincadeiras, muito afetuosos e ligado ao dono. O Sokoke é muito ativo e independente, mas aprecia a companhia humana. É muito falante e possui uma voz forte e sonora. É muito inteligente e comunicativo.
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Scottish Fold

origem:Escócia
esperança de vida:12-14 anos
classificação:Pêlo Curto
peso:2 para 6 kg
tamanho: Médio
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A particularidade desta raça, assim como nos Curl Americanos, é que têm as orelhas dobradas sobre o crânio, o que dá aos gatos um charme e uma beleza únicos. William Ross, um pastor da zona de Coupar Angus, na Escócia descobriu em 1951 uma gata, de nome Susie, em uma fazenda próxima, que tinha as orelhas curvadas sobre a cabeça. Ross pediu para ficar com uma das crias, uma gata branca de pêlo curto que foi chamada de Snooks. A partir daí, Ross usou Snooks para dar origem a esta raça que tantos corações conquistou na América e em todo o mundo, o Scottish Fold.
Os gatos desta raça podem ter as orelhas dobradas ou orelhas normais. Os animais que têm a orelha dobrada são portadores de um gene dominante incompleto, resultado de uma mutação genética espontânea. As crias nascem com as orelhas normais e só depois de três a quatro semanas é que elas adquirem a curvatura, ou não.
Só os animais com as orelhas dobradas é que podem participar de competições, por isso e como nem todas as crias têm essa característica, às vezes é difícil para os criadores atender à procura de gatos desta raça. Recentemente, Norton, um Scottish Fold esteve nas páginas da People’s Magazine, quando o seu dono, Peter Gathiers, escreveu dois livros sobre as viagens que fez com seu gato pela Europa( “O gato que foi para Paris”, e “O gato no estrangeiro”).
É um animal muito dócil e a companhia ideal para pessoas de todas as idades. Geralmente convive muito bem com outros animais de estimação, incluindo cães. Adaptam-se a vida familiar de uma forma muito fácil. É um gato elegante, que dificilmente passa sem ser percebido, já que a sua aparência é totalmente fora do comum. Muitas pessoas apelidam o Scottish Fold de “ursinho de peluche”, ou “Coruja”, justamente pelo formato incomum das suas orelhas.
No surgimento da raça, quando quase ninguém conhecia a raça e as suas origens, pensava-se que a forma da sua orelha poderia provocar infecções, ou mesmo que os animais poderiam ficar surdos. Felizmente, todas essas suspeitas acabaram por tornar-se infundadas. A sobrevivência desta raça só foi possível graças ao cruzamento com gatos Pêlo-Curto Americanos e Pêlo-Curto Ingleses. Os Scottish Fold envelhecem de uma maneira muito suave, podendo viver até 19 anos, sendo que alguns gatos de exposição, passaram mais de 10 anos nas lides de competição.
O Scottish Fold apresenta uma estrutura óssea mediana, com um dorso arredondado e volumoso, cabeça bem formada e redonda, com queixo e mandíbulas fortes, nariz curto com ligeiro “stop”, e pescoço forte e musculoso. Os olhos são bem grandes, redondos e abertos com uma expressão doce, e geralmente da cor da pelagem. As orelhas do Scottish Fold são sua maior peculiaridade, de maneira que apresentam-se dobradas para a frente e para baixo, como um “boné” . As patas são curtas e robustas, com coxas musculosas e a cauda, em forma de pluma nos animais de pêlo longo deve ser flexível e ter, no mínimo, dois terços do comprimento do corpo.
Nos animais de pêlo curto, o manto tem um comprimento uniforme, denso, sedoso, macio e com uma textura leve, que pode variar de acordo com as regiões onde vive e com o clima em que está inserido. Nos animais de pêlo longo, o manto é mais denso na face e no corpo, sendo também aceite uma pelagem mais curta nas pernas e face. A cauda tem a forma de pluma, com tufos de pêlo nos dedos e nas orelhas.
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Siberian
origem: Rússia Ocidental
esperança de vida: 15 a 20 anos
peso: 5 para 9 kg
data de origem: c.1000
tamanho: Grande
tipo de pêlo: médio
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O Siberiano desenvolveu-se na Rússia a partir de gatos domésticos e de quinta e pouco conhecido fora do país Natal até à década de 80 do século passado, quando a raça foi registada pela primeira vez em São Petersburgo. Hoje é reconhecida em todo o mundo.
Gato grande, forte e bem musculado, com a cabeça larga, olhos grandes, ovais e ligeiramente oblíquos, orelhas arredondadas e viradas para fora, pernas musculosas e uma cauda emplumada com a ponta arrendondada. O subpêlo denso está coberto por um manto longo e espesso, mais comprido no pescoço.
Pensa-se atualmente que estes gatos possam ter sido a forma ancestral de todas as raças de pêlo longo, incluindo os Persas e Angorás originais. Não está esclarecido quando esta mutação de pelagem ocorreu pela primeira vez, mas existem algumas provas que sugerem a presença destes gatos há mais de mil anos, com muito poucas alterações durante esse tempo. Estudos realizados na antiga União Soviética mostraram que a maior incidência do gene de pêlo longo é na vizinhança de São Petersburgo (antiga Leningrado), e parece provável que esses gatos tenham surgido primeiro na parte setentrional do país. A espessura extra da pelagem teria sido muito benéfica nas duras condições climáticas dessa região. Embora conhecidos fora de seu país natal, os Gatos Siberianos são relativamente escassos.
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Somali
origem: Canada/EUA
esperança de vida: 12-14 anos
classificação: Pêlo Semi-Longo
peso: 3 para 5 kg
tamanho:Médio
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O Somali pode ser visto como um Abissínio de pêlo longo, originado de um inesperada introdução de um gene recessivo de um gato Abissínio. O que continua a ser um mistério, é como o gene foi introduzido nesse gato. Depois da 2ª Guerra Mundial, dizia-se que havia apenas uma dúzia de exemplares de gatos Abissínios, e as ninhadas destes gatos (muitas de origem e procedência desconhecida) foram cruzadas com gatos de Inglaterra e de outras regiões.
Esta mistura de “ingredientes desconhecidos” pode explicar em parte a introdução do gene de pêlo longo nos Abissínios. Se um animal tiver o gene de pêlo curto como dominante, só irão nascer filhotes de pêlo curto, a única excepção é feita quando os dois animais cruzados tiverem o gene de pelo longo como dominante; neste caso, a cria pode ser de pêlo longo ou pêlo curto. O primeiro caso de Abissínios com o pêlo longo aconteceu com animais canadianos, americanos, australianos e neozelandeses. Estes primeiros Somalis “primitivos” a princípio foram totalmente discriminados pelos seus criadores, que tinham vergonha de mostrarem as crias de pêlo longo. A situação só mudou quando alguns criadores pensaram em aperfeiçoar a nova linhagem de Abissínios de pêlo longo até poderem ser considerados uma nova raça, os Somalis.
Evelyn Mague foi uma das pioneiras na criação de Abissínios de pêlo longo nos Estados Unidos, o que a transformou também numa das precursoras da criação de Somalis. Foi Evelyn quem baptizou a raça com o nome de Somali, já que a Somália é um país vizinho da antiga Abissínia. Ate serem aceites na Cat’s Fanciers Association (CFA), em 1979, os criadores de Somalis foram criticados e ridicularizados em exposições e por outros criadores já que todos achavam que os gatos não passavam de uma anomalia genética e nunca poderia ser considerado uma raça. Hoje em dia, a raça está difundida em quase todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos e na Austrália, mas também na Europa e no Japão.
Os gatos Somali são animais inteligentes, muito ágeis e com muito vigor, brincalhões, amigos, bem humorados e extremamente sociáveis, apesar de não serem tão extrovertidos como os Abissínios. Os Somalis não gostam de passar muito tempo dentro de casa, mas quando estão em contacto com a família, comunicam-se muito bem com as pessoas, fazendo-o de uma forma muito suave e agradável. Tem rompantes de energia, gostando de brincar com bolas e brinquedos e saltar como um macaco. Algumas vezes seguram brinquedos ou a própria comida como se fossem um macaquinho. Alguns animais têm a capacidade de abrir torneiras, tudo com o intuito de brincar com a água, uma das suas distracções favoritas.
O Somali tem um corpo médio, elegante, com bom desenvolvimento muscular, com boas proporções, sendo um pouco maior em tamanho do que o Abissínio e com ossos mais largos do que o Siamês. A cabeça é moderada, cuneiforme, com um nariz médio de cor rosada e um queixo arredondado; orelhas grandes, com tufos, afastadas e pontiagudas, parecendo estarem sempre alerta; olhos grandes e expressivos cor de avelã, âmbar ou verdes, com pálpebras escuras, dando a impressão de usar “óculos” que rodeiam seus olhos amendoados. A cauda do Somali é comprida, grossa na base, afunilada e bastante peluda, com forma de escova, parecendo uma raposa. Os animais desta raça tem pernas compridas e esguias, proporcionais ao corpo, com mãos pequenas e ovais, com almofadas rosadas e tufos entre os dedos.
Os Somali têm um pêlo médio, relativamente longo, mas curto nos ombros; sedoso, com uma textura fina, suave ao toque e quanto mais denso for o pêlo, melhor. O subpêlo deve ser claro com malhas cor de chocolate para produzir um efeito de prata com tons de pêssego.
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Snowshoe
origem: Estados Unidos da América
data de origem: 1960s
evolução da raça: Siamês, American Shorthair
peso: 3 para 6 kg
tamanho: médio
tipo de pêlo: Curto
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Apesar de muito parecido com os gatos “sialatas” encontrados por todo o Brasil, o snowshoe é uma raça reconhecida por várias entidades no mundo inteiro e com características bem particulares.
Os primeiros exemplares dessa raça surgiram na década de 60 quando a americana Dorothy Hinds-Daugherty, criadora de siameses na Filadélfia, notou que três filhotes de siameses tinham manchas brancas em suas patas. Iniciou-se então a criação de uma nova raça, introduzindo o American Shorthair (Pêlo Curto Americano) que deu maior robustez a esses gatos ponteados com características manchas brancas.

A ACA (American Cat Association) reconheceu a raça em 1974 mesma época em que a Cat Fanciers Federation (CFF) permitiu registros desses gatos na categoria de raça experimental. Mas, apenas após seu reconhecimento pela TICA na década de 80 a raça se tornou mais popular, apesar de ainda continuar a ser considerada uma raça rara no mundo todo.
O Snowshoe é um musculoso gato de porte médio podendo, o macho, pesar até 5,4kg. Seus olhos, grandes e ovais, são sempre azuis.
Sua característica mais marcante é, sem dúvida, marcação de sua pelagem: ponteada com manchas brancas na face, no peito e na ponta das patas. Os filhotes nascem totalmente brancos e só com alguns dias ou mesmo semanas de vida a sua marcação aparece. O escurecimento da marcação continuará por toda a sua vida. Todas as cores permitidas para os siameses são aceitas. Assim é possível encontrar snowshoes com marcação a seal (marrom), azul, lilás, sphynx (tigrada), creme, red, canela, creme, tortie e chocolate, dentre outras.

Os gatos desta raça são bastante inteligentes, enérgicos e brincalhões. São bastante dependentes de seus donos de modo que não se recomenda que eles sejam deixados sozinhos em casa. Caso o dono tenha que se ausentar frequentemente uma boa solução é ter mais de um gatinho para que um faça companhia ao outro.
São também, como os siameses, bastante vocais, porém possuem um miado bastante melodioso.
Essa raça se adapta bem a outros gatos e a animais de outras espécies, inclusive cães. Também será um ótimo companheiro para crianças.
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Sphynx
origem: Canada
esperança de vida: 14 anos
classificação: Pêlo Curto
peso: 3 para 7 kl
tamanho: Médio
Tipo de pêlo: Curto
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O Sphynx, ou Esfinge, destaca-se das outras raças por não ter pêlo. De tempos a tempos, surgem naturalmente gatos sem pêlo nas ninhadas de progenitores com pêlo. Acredita-se que os Astecas criavam gatos sem pêlo. Contudo o Sphynx surge apenas na década de 70 do século XX. Em 1966, nasceu em Toronto, nos Estados Unidos da América, um gato sem pêlo chamado Prune. Mais tarde, uma gata com pêlo e o seu filho sem pêlo foram resgatados de um gatil também na mesma cidade. Foi a partir destes exemplares que a raça se fundou. Na Europa e nos Estados Unidos da América foi introduzido sangue de novos exemplares que surgiram espontaneamente.
Hoje em dia a raça foi já estabilizada, o que permitiu ser reconhecida como raça independente pelas maiores associações de gatos internacionais. Contudo, uma das razões por detrás deste reconhecimento terá sido o facto de evitar a mistura entre o Sphynx e o Devon Rex. Os genes desta raça favorecem a propagação do gene “sem pêlo” às ninhadas.O Sphynx é uma raça extremamente rara, mas que foi muito bem recebida nos Estados Unidos da América.
Sem dúvida um dos mais excêntricos representantes felinos, o Esfinge é um gato muito especial. Brincalhão e activo dá vida a qualquer casa. Tem um temperamento afectuoso e sociável. Dá-se bem com outros gatos e cães. Gosta de ser o centro das atenções e exige um dono dedicado. O Sphynx é um gato inteligente e voluntarioso, sendo fácil de treiná-lo para obedecer a comandos do dono.
Absolutamente inconfundível, dado que não apresenta o tradicional revestimento piloso, o Sphynx não é para todos os gostos.O corpo é de tamanho médio, de ossatura fina, mas musculoso. A cabeça oval termina num nariz curto e exibe orelhas muito grandes e arredondadas na ponta. Os olhos em forma de limão variam de cor conforme o padrão da pelagem. As patas compridas e esguias têm um formato abaulado. A cauda comprida é afilada.
Apesar de ser apelidado de raça sem pêlo, o Sphynx apresenta uma camada fina e rala de pêlos que cobrem a pele. A pele pode apresentar qualquer um dos padrões das outras raças. A pele é enrugada em algumas zonas da cabeça e do corpo, à volta do pescoço e das pernas e lisa no resto do corpo.
Apesar de ser uma raça recente, o Sphynx é já bastante popular no pequeno e grande ecrã. No filme Austin Powers, o gato do Dr. Evil é um Sphynx. Esta raça também já fez uma aparição na série Friends, no espisódio "The One with the Ball".Nos desenhos animados Kim Possible da Disney, a vilã Camille Leone surge sempre com um gato desta raça.No videoclip I Miss You da banda Blink 182, um gato Sphynx aparece em algumas cenas, tendo direito a uma grande plano do focinho.
O Sphynx parece ser um gato mais fácil de manter por não ter pêlo e não exigir escovagens regulares. Contudo, o Sphynx exige banhos frequentes. Como o gato não tem pêlos para absorver a oleosidade, produzida para proteger a pele, esta vai-se acumular rapidamente. Um banho por semana é suficiente para manter a pele limpa. O Sphynx deve também ser limpo todos os dias com um pano próprio para o seu tipo de pele.
A exposição do Sphynx à luz do sol deve ser limitada, uma vez que a pele não está protegida pelo pêlo e as queimaduras solares podem ocorrer.O Sphynx é um gato de interior e não lhe deve ser permitido sair de casa. A falta de pêlo tornam difícil a regulação da temperatura pelo próprio corpo. Estes gatos podem ter frio no inverno, conforme a amplitude térmica da zona onde vive. Regra geral, se o dono estiver confortável com a temperatura ambiente, então o Sphynx também está.

Raças de gato com a letra R

Ragdoll
origem: EUA
esperança de vida: 10-12 anos
classificação: Pêlo Semi-Longo
peso: 4 para 9 kl
tamanho: Médio-Grande
Tipo de pêlo: Semi-longo
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A raça teve início nos anos 60, na Califórnia, graças aos esforços da criadora Ann Baker. Ela criou Josephine, uma fêmea de pêlo longo branco, muito amorosa que tinha marcas muito características dos Siameses e de outros gatos de pêlo longo como os Persas, e cruzou-os com animais Birmaneses até que conseguiu o resultado que queria. A raça é muito rara fora dos Estados Unidos, onde só foi reconhecida em 1965. Na Grã-Bretanha só foi aceite nas exposições há bem pouco tempo.
O Ragdoll, que em português significa “boneca de trapos”, tem um físico imponente, mas quando lhe pegamos ao colo seus músculos se descontraem, tornando-se fraco, mole e frágil como uma boneca de pano, vindo daí o seu nome. Outra fama dos animais desta raça é a de que seriam mais resistentes à dor, já que os Ragdolls originais nasceram depois de sua mãe, Josephine, ter sido ferida num acidente de automóvel e ficado dois dias ferida, até ser recolhida a assistida para sobreviver com sucesso. Mas segundo alguns criadores, o limite de resistência de dor dos Ragdolls são parecidos com o de outras raças, e pensar de maneira diferente parece ser muito arriscado.
É um gato bastante tolerante aos caprichos e fraquezas dos outros, dedicando-se com muita alegria aos seus donos. Dá-se muito bem com crianças, idosos e até mesmo com outros cães. Os Ragdolls são fiéis a ponto de irem receber os seus donos à porta de casa, acompanhá-los pela casa durante o tempo que for necessário e até dormir com eles. É um animal muito amoroso, que mostra-se muito cuidadoso até ao arranhar as pessoas.
Apesar de tanta energia, são considerados gatos de chão, isto é, não costumam sair a saltar a todo o momento, sendo que depois de adultos são animais muito calmos, muito próprios para apartamentos, por exemplo. Muitas vezes são considerados os animais ideais para pessoas ocupadas, já que o Ragdoll toma o seu próprio banho de língua regularmente e para tratar do seu pêlo basta um pente de aço, uma vez que seu pêlo emaranha-se menos do que é vulgar em outros gatos. Como o pêlo adapta-se ao clima, convém ter atenção à uma maior queda de pêlo durante o Verão.
O animal ideal tem uma tamanho médio, com tendência a grande, com um dorso largo, comprido e sólido, com ossos fortes. É um dos maiores gatos domésticos de que se tem notícia em termos de peso. As fêmeas podem ser um pouco menores do que os machos. O corpo é firme e musculoso, mas sem ser gordo, com um peito largo e os quartos traseiros bem robustos; o manto é relativamente longo, sendo que na cauda o pêlo é mais comprido, em forma de pluma.
A cabeça é larga, com a forma de um triângulo equilátero, onde todos os lados são iguais quando medidos desde a parte de fora da base das orelhas, até o fim do harmonioso focinho, que tem os molares salientes e a ponta do nariz castanha escura. Quando levantamos o pêlo da cabeça suavemente, podemos ver a estrutura óssea do gato. O crânio entre as orelhas é achatado, com um pescoço longo e musculatura firme e queixo redondo e cheio. O Ragdoll tem olhos azuis muito vivos e ovais, afastados um do outro e levemente rasgados, mas o mesmo tempo bem abertos; orelhas médias e arredondadas nas pontas.
As pernas do Ragdoll são de comprimento médio, têm estrutura óssea mais leve, apresentando pernas anteriores um pouco mais curtas do que as posteriores. As patas são bem fortes, grandes e redondas, com almofadinhas castanhas escuras ou pretas. As crias nascem totalmente brancas ou creme, e a coloração do pêlo só começa a surgir depois do quarto ou quinto dia de vida, mas a cor do pêlo só vai tornar-se definitiva a partir dos dois anos de vida e só vai atingir seu tamanho máximo aos quatro anos de idade.
Comprido, cheio e denso, bastante sedoso, espalhando-se por todo o dorso do animal, sendo que o pêlo na cabeça é curto e na cauda é mais longo. Dependendo do tipo de clima, pode apresentar um manto mais curto. Bicolor (cor suave; peito, barriga e pernas brancas; ponta do focinho, orelhas e cauda escuras); Colourpoint (cor suave, com as pontas mais escuras); Mitted (peito e queixo brancos; patas dianteiras “enluvadas”); Cores: Seal-Point, Chocolate-Point, Blue-Point, e Lilac-Point.
É um gato robusto que geralmente goza de uma perfeita saúde. Para favorecer o seu crescimento, o Ragdoll necessita de uma dieta completa e equilibrada. É uma raça perfeita para a vida em casa, mas que se adapta a outros ambientes, inclusivamente à vida no campo.

Fonte: http://arcadenoe.sapo.pt/cats.php

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Raças de gato com a letra P

Pêlo Curto Brasileiro
origem: Brasil
data de origem: Século XX
esperança de vida: 10 a 15 anos
evolução da raça: Ruas do Brasil
peso: 4 para 6 kg
tamanho: Médio
tipo de pêlo: Curto
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Pêlo Curto Brasileiro é a primeira raça brasileira de gatos a obter reconhecimento internacional, apesar de ainda não ser reconhecido pela FIFé, organização pela qual Portugal se rege. Descendente dos gatos introduzidos no Brasil pelos colonos, o Pêlo Curto Brasileiro passou por uma variedade de transformações até chegar à conformação actual. Existem ainda poucos criadores dedicados ao Pêlo Curto Brasileiro. Isto deve-se não só ao facto de a raça ainda não ser reconhecida por todas as grandes associações internacionais de felinos, mas também porque a linhagem destes gatos desenvolve-se ainda naturalmente, nas ruas, no seu país do origem, o que torna difícil que uma criação selectiva possa encontrar compradores e vingar.
O gato desta raça é afectuoso ao ponto de se “colar” ao dono e seguí-lo para todo o lado. Contudo não é um gato de um só dono. Gosta de companhia e por isso gosta de todos com quem partilha a casa. As suas necessidades de atenção são elevadas e, caso não sejam satisfeitas, pode-se tornar num gato irritável ou arisco.O Pêlo Curto Brasileiro é um gato inteligente e brincalhão.
O Pêlo Curto Brasileiro é um gato ágil e elegante. É um gato menos robustos do que as raças que também provieram das ruas europeias (Europeu) ou norte-americanas (American Shorthair). Contudo não tem um pêlo tão refinado como o Siamês. O Pêlo Curto Brasileiro pode ser encontrado numa vasta gama de cores e padrões. A cor dos olhos varia conforme a cor da pelagem. Um das particularidades deste gato é o facto de ter o espaçamento entre os olhos do tamanho da largura de um olhos.
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Persa
origem: Grã-Bretanha
classificação: Pêlo Longo
peso: 3 para 7 kg
tamanho:Médio-grande
tipo de pêlo: Longo
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Uma das raças, senão a raça mais popular do mundo, o Persa é o nome vulgarmente dado à maior parte dos gatos de aspecto exótico de pêlo comprido. Nos Estados Unidos estes gatos são classificados oficialmente de Persas, sendo as suas cores consideradas variantes. Na Inglaterra dão pelo nome de Longhairs e considera-se que cada cor corresponde a uma raça diferente (como por exemplo o Chinchila).
É provável que os gatos de pêlo comprido se tenham originalmente desenvolvido em países de clima frio do continente Asiático, onde os rigores do tempo obrigaram ao desenvolvimento de uma pelagem longa. Pensa-se que os primeiros exemplares a chegar à Europa tenham vindo da Turquia no século XVI, e também da Pérsia. Considera-se que o Persa actual resultou do cruzamento desses gatos de pêlo comprido trazidos do Oriente e do tipo antigo dos gatos Angorá.
No século XIX foi desenvolvido na Inglaterra o padrão desta raça. O Persa viria a ser reconhecido oficialmente no início do século XX. Dois séculos passados, a raça sofreu bastantes alterações em relação à conformação desejada em 1800s, sendo particularmente afectada por uma noção de estética por vezes levada ao estremo, sobretudo na anatomia do focinho. Contudo, o seu corpo maciço tem sido uma constante. A popularidade do Persa ultrapassa largamente em número de registos todas as restantes raças, imortalizando-o como o gato de estimação por excelência.
Embora com características próprias de cada variante os Persas são em geral animais afectuosos e bastante apegados aos donos, brincalhões e muito "conversadores". Entre os gatos, é considerada das raças mais calmas e a que aceita melhor a introdução de outros gatos em casa por vontade própria e não por imposição. Mas, tal como a generalidade dos gatos, são territoriais e gostam de uma digna perseguição ao rato, ou ao brinquedo.
Aprecia bastante a companhia dos donos, seguindo-os para todo o lado. Não suporta ficar só durante longas temporadas. Apesar de ser extramamente afectuoso, necessita dos seus pequenos momentos de sossego. Tem alturas do dia de alta actividade e, normalmente, aproveita as tardes para descansar.

Naturalmente, como outro gato, gosta do seu sítio alto para poder observar o que se passa. Muito curioso, o Persa está sempre pronto a explorar com as pontas dos seus bigodes para saber o que se passa.
Todo o persa tem a sua pontinha de vaidade, especialmente quando se sente admirado. A sua pose altiva e o seu olhar superior, ignorando, por vezes, qualquer chamada que façamos para atrair a sua atenção, é a prova da sua vaidade.

Os gatos de pêlo comprido exigem bastantes cuidados com a pelagem. Uma escova, um pente metálico com dentes compridos e outro com dentes curtos, uma camurça para dar brilho e pó de talco para retirar o excesso de gordura do pêlo, uma vez por semana para gatos com muito pêlo e uma vez por mês para gatos persa com menos pêlo, serão os seus melhores amigos na tarefa diária de escovagem do pêlo. Mantos com riças podem trazer problemas de pele para os animais, por isso não negligencie os cuidaods diários com o pêlo.
Necessitam também de limpar os olhos e o nariz diariamente pois devido as chamadas remelas, ao entrarem em contacto com o ar tornam-se escuras e podem manchar o pêlo se não forem retiradas diariamente.Nos persas de pêlo branco, por vezes, é necessário utilizar productos próprios para as manchas.
O gato Persa é uma raça com alguma incidência de problemas renais de devem ser despistados desde cedo.

Todos os Persas, independentemente da pelagem, têm a mesma conformação. O corpo forte e arredondado aliado a uma cabeça redonda e maciça, com um nariz pequeno e recuado dá-lhe o ar característico que o torna distinto no meio de outras raças. As orelhas pequenas de pontas arredondadas e os olhos grandes e redondos, de cor condizente com a pêlo dão-lhe a expressão ternurenta que derrete a maioria dos donos. Em sintonia com o corpo, as patas são curtas e grossas e a cauda é curta.
Existem vários gatos de pêlo comprido que não são do tipo Persa (ex: o Maine Coon e o Angorá), possuindo um pêlo menos felpudo do que estes, corpo mais magro e o rosto mais estreito. A pelagem dos Persas é extraordinariamente densa, macia e sedosa. Os pêlos são longos e espessos, mas não lanudos.Existe uma multiplicidade de cores e padrões que podemos observar nos Persas. Em Inglaterra estas variedades são consideradas raças autónomas.
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Persa Chinchila

origem:Grã-Bretanha
classificação:Pêlo Longo
peso:3 para 7 kg
tamanho: Médio
Tipo de pêlo: Longo
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É uma das variantes mais antigas feitas pelo homem, tendo sido reconhecida oficialmente no Palácio de Cristal de Londres em 1894. Pensa-se que a sua evolução tenha partido de um cruzamento de Longhairs, sendo inicialmente muito mais escuro, por vezes com tons de alfazema, com marcas bastante mais acentuadas do que a versão actual.
Esta raça é um pouco mais temperamental que os Longhairs, mas em geral têm a mesma maneira de ser afectuosa.
A cabeça é redonda e larga com o nariz arrebitado, com contorno negro ou castanho-escuro. As orelhas são pequenas com pontas arredondadas. Os olhos são grandes e redondos de cor verde-esmeralda ou verde-azulado com contorno negro ou castanho-escuro. As pernas são curtas e grossas e as mãos grandes e redondas com almofadas pretas ou castanhas escuras. A cauda é felpuda, geralmente direita abaixo da linha do dorso.
Denso e sedoso, a cor deve ser branco-neve com pontas pretas. Cuidados O seu pêlo sumptuoso exige um tratamento muito cuidado para se manter saudável e bonito.
Existe apenas uma variante, o Shaded Silver, sendo reconhecida nos Estados Unidos, e está a começar a ganhar reconhecimento na Grã-Bretanha.

Raças de gato com a letra O

Ocicat
origem: Estados Unidos da América
data de origem: 1964
evolução da raça: Abissínio, Siamês e American Shorthair
tamanho: Médio-grande
tipo de pêlo: Curto
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A raça é recente, seus primeiros filhotes nasceram em 1964 no estado de Michigan, nos Estados Unidos. O Ocicat foi um resultado inesperado. Casualmente aconteceu um acasalamento de um macho Siamês Point Chocolate e uma fêmea Abissínia x Siamesa Seal Point. Sua dona gostou do resultado e resolveu aperfeiçoar ainda mais a raça para que ganhasse status. Seu reconhecimento veio em 1966. Acredita-se que seu nome venha da união de dois outros nomes que antes foram dados a essa raça: Ocelette, pois são muito parecidos com o ocelote, e pelo fato de terem sido criados por acaso, seu nome também viria de Accicat, de um acasalamento acidental.
Esse animal é grande e robusto, pesando entre 2,5 kg a 6,5 kg. Seu pelo é curto, macio e bem brilhante. Apresenta diversas cores e manchas bem definidas. O Ocicat é muito saudável e não é suscetível a nenhum tipo de doença específica. Porém, sempre é necessário fazer o acompanhamento com o veterinário de confiança e manter sua vacinação em dia. É um gato inteligente e curioso, raras as vezes sendo agressivo. Considerado adaptável ao ambiente em que convive, pode fazer grande companhia para seus proprietários, mas também consegue ficar bastante tempo sozinho. Quando filhotes parecem gatos selvagens e chamam atenção em função de sua beleza. Geralmente vivem cerca de 15 anos, mas é comum ver um exemplar com até 19 anos.
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Oriental Pêlo Curto
origem: Reino Unido
esperança de vida: 15 a 20 anos
peso: 4 para 7 kg
tamanho: Médio
Tipo de pêlo: Curto
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O termo “Oriental” não significa necessariamente que estes gatos tenhas uma origem exótica, embora certos exemplares descendam, de fato, do Extremo Oriente.
Refere-se a um grupo de raças cujos exemplares têm um corpo flexível e esguio, os olhos oblíquos, as orelhas grandes e pontiagudas e o pêlo fino e curto.
Esta categoria origina-se da raça do Siamês. Os gatos que hoje conhecemos como Siameses são apenas uma pequena parte da raça siamesa original, ainda hoje conhecida na Tailândia. De fato, estes gatos orientais possuem a mesma energia e curiosidade do Siamês, e são companheiros adoráveis. Dócil e esperto este gato encanta pela esperteza e docilidade. De linhas marcadamente esguias, os gatos Orientais possuem uma aparência inegavelmente ágil e delicada.
De excelente disposição, o Oriental está sempre em movimento. Devido à sua estrutura magra, flexível e musculosa, é capaz de pular muito alto e fazer acrobacias dignas de um circense. Esperto, dizem inclusive que devido à sua curiosidade, nada lhe passa desapercebido. É um gato "elétrico", que gosta de se movimentar constantemente e mia com bastante freqüência, produzindo sons diferenciados, uma forma de se comunicar também com seu dono.
A raça Oriental é originária do Egito dos tempos dos faraós. Existem pinturas, esculturas e relevos daquela época que denunciam sua existência. Como todos os gatos que tiveram o privilégio de viver no mundo antigo, o Oriental era considerado um objeto sagrado. Por esse motivo, os sacerdotes e faraós o protegiam com todos seus poderes. Segundo a lenda, esse gato era tido em tão alta conta, que se alguém o matasse, deveria pagar com a própria vida pelo gravíssimo ato.
Após a invasão do Império Egípcio essa raça se espalhou e se misturou com outras, perdendo sua pureza. O Oriental recuperou suas verdadeiras características somente depois de seleções rigorosas.
O gato Oriental é muito parecido com o Siamês. Aliás, os dois estão classificados dentro do mesmo grupo e possuem praticamente o mesmo padrão oficial. Com exceção da cor dos olhos - que no Oriental é verde e no Siamês azul, bem como a coloração da pelagem, e ainda pequenos detalhes, como a cauda que no Siamês é mais grossa na base do que a do Oriental, - as diferenças entre as duas raças são mínimas, sendo imperceptíveis até mesmo a muitos criadores.
Começou-se a criar-se o Oriental na metade da década de 1970, nos EUA. Dez anos antes, na Inglaterra, a mesma raça já era conhecida com o nome de Foreign Shorthair (Estrangeiro de Pêlo Curto). Na Inglaterra dos anos 20, esses robustos Siameses, de cor uniforme e não pointed, foram excluídos da raça siamesa, tendo sido denominado de Foreign (termo inglês para designar o origem estrangeira) pelos seus criadores. Tanto nos EUA como na Inglaterra, os Siameses acasalaram-se com outros gatos de pêlo curto para produzirem um tipo elegante de Foreign, sem malhas nas pontas. O reconhecimento oficial foi concedido no final da década de 1960.
Oriental é extremamente apegado ao dono e mais dócil até que o seu ancestral, o Siamês. Adapta-se facilmente a diferentes ambientes. Dependente, costuma se apegar mais a uma pessoa em especial. Gosta da rotina diária do lar, de receber atenção e as brincadeiras o deixam feliz. Aprende hábitos de higiene com facilidade. Aceita bem a presença de outros gatos e animais.
Referem-se a cada cor como uma raça individual. As cores são agrupadas em classes: solid (uniforme), shaded (sombreado), smoke (fumê), tabby e particolour. Os exemplares de Oriental são gatos arredondados e corpulentos. Elegantes, apresentam a constituição física do Siamês. Devem ter a cabeça em forma de um triângulo perfeito, larga na altura dos olhos e menor na ponta, na direção do queixo, com contornos delicados. Os olhos são oblíquos, em forma de amêndoas, inclinados em direção ao nariz. As orelhas devem ser grandes e pontiagudas.
Normalmente, o Oriental é um gato pacífico e calmo. Entretanto, se alguma coisa não vai bem e ele fica perturbado, nervoso ou assustado, logo eriça seus pêlos e solta grunhidos selvagens.
São conhecidos na Grã-Bretanha como "Foreign". Geralmente esse termo vem acompanhado do nome da cor, como "Foreign White", "Foreign Caramel", entre outras.


Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ocicat, http://www.cantelli.com.br/ver_racas.php?cod_conteudo=0000083

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Raças de gato com a letra N

Norueguês da Floresta
origem: Noruega
esperança de vida: 10-12 anos
classificação: Pêlo Longo
peso: 3 para 9 kg
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Este felino é conhecido como o gato encantado das florestas escandinavas. O seu carácter distinto e independente parece não ligar muito bem com a vida em comum com o Homem. Até meados do século XX foi mantido dentro das fronteiras norueguesas pelo que era desconhecido nos restantes países. Alguns anos mais tarde começou a aparecer nas feiras e exposições felinas onde hoje já conquistou um lugar de destaque.
Muito sociável com os restantes elementos do seu ambiente e com uma enorme necessidade de ar livre.
Da cabeça destaca-se o longo nariz coberto com pêlo da mesma cor do restante corpo. As orelhas são grandes com pontas "afiadas". Os olhos são ovais de verde e de cor amêndoa ténue. Tanto as pernas como as patas são bastante grossas denotando uma adaptação natural às agrestes condições climatéricas do seu país natal. Aliás, todo o corpo é bastante robusto.
Bastante resistente e preparado para uma cabal protecção contra as intempéries e as temperaturas muito baixas. Possui uma pelagem dupla isolante e protectora. São conhecidos em todas as cores pelo que não existe nenhuma variante estritamente descrita.

Fonte:http://arcadenoe.sapo.pt/cats.php

Raças de gato com a letra M

Maine Coon
origem: Estados Unidos da América
esperança de vida: 9 a 15 anos
classificação: Pêlo Semi-Longo
peso: 4 para 10 kg
tipo de pêlo: Médio
tamanho: grande
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O Maine Coon é um dos maiores gatos domésticos, com uma aparência impressionante. Este grande gato é uma das raças mais antigas norte-americanas, originária do estado de Maine. De acordo com uma lenda local, acreditava-se que este gato derivou de um cruzamento de um gato selvagem e um guaxinim (racoon) o que é de todo impossível. Lenda esta que originou o nome da raça: Coon do Maine ou Maine Coon! Contudo, é provável que o Maine Coon tenha resultado de cruzamentos entre robustos gatos de pêlo curto de quintas locais e gatos de pêlo comprido trazidos pelos marinheiros provenientes do Médio Oriente, Inglaterra, Russia e Escandinavia . O clima rigoroso da Nova Inglaterra contribui para o desenvolvimento do seu pêlo espesso, característica que aliás partilha com outro parente seu: o Gato Norueguês da Floresta. A apresentação da raça ocorreu no New York Cat Show de 1861 com a apresentação de um exemplar branco e preto chamado "Captain Jenks". O Maine Coon passou por um período de relativa obscuridade quando os Persas e os Siameses foram introduzidos nos Estados Unidos. O Central Maine Coon Cat Club, contribuiu decisivamente para o ressurgimento da raça nos anos 50, gozando actualmente de grande popularidade. Contudo, a raça só foi reconhecida como tal pelo C.F.A e F.I.F.E em 1976 e 1980 respectivamente.
Dado o seu espírito de caçador e grande agilidade, estão mais predispostos para a vida ao ar livre. Convive pacificamente com outros gatos, cães, e outros animais, e é um excelente companheiro para os seus donos.
Possuidor de grande força, pode tornar-se num animal dominante mas não agressivo, muito comunicativo com os donos e exigente em termos de atenção. É um excelente gato para viver em família. Muito sociável, adora o seu dono, que tem por hábito seguir por toda a casa.

Pode não ser um gato de colo, mas adora companhia. Pode parecer independente, mas com a idade tem tendência a aumentar a sua ligação com o dono. Por vezes vocaliza para chamar a atenção.
Inteligente, é um gato fácil de ensinar com brincadeiras, pois o Maine Coon é sobretudo um brincalhão e um gato bem disposto.
Caracteristicas principais a nivel de temperamento: dócil gigante, afectuoso, delicado, enérgico e muito sociável.

O maior dos gatos domesticos: corpo longo, estrutura sólida e musculatura robusta. Cabeça de tamanho média que parece pequena em relaçao ao corpo. Nariz largo, queixo firme, focinho quadrado com maças do rosto salientes. Mandibulas fortes e grandes. Orelhas grandes, pontiagudas, largas na base a terminar em bico com tufos de pêlos nas pontas tipo lince o interior destas encontra-se bem guarnecido de pêlo.
Os olhos são grandes, ligeiramente obliquos mas parecendo arredondados quando totalmente abertos, sao muito afastados. Pescoço médio e musculoso ligeiramente inclinado possuindo um colar de pêlos tipo juba. Patas grandes, altas e musculadas com tufos de pêlos entre os dedos que são igualmente grandes.
A cauda é longa, de tamanho igual ao corpo ou maior, larga na base e fina na extremidade, com pêlos compridos e abundantes.

Pelagem que se adapta a todas as estações do ano.
Densa e sedosa com pêlos longos no abdómen e cauda mas curtos na cabeça e nas patas.
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Manx
origem: Ilha de Man
esperança de vida: 10-12 anos
classificação: Pêlo Curto
peso: 3 para 5 kg
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Muitas histórias tentam explicar a origem do Manx. Uma delas é a que este gato perdeu a cauda quando Noé fechou as portas da Arca às pressas. Outra versão mais credível diz que esta raça chegou à Ilha de Man, na Inglaterra, há 300 anos atrás, através de mercadores que vinham do Extremo Oriente, e que o isolamento da ilha permitiu que a ausência da cauda se mantivesse até os dias de hoje. Registos encontrados na ilha dizem que o Manx é uma mutação de gatos domésticos, outros dizem que pode ter origem no Inglês de Pelo Curto, mas não se sabe até que ponto os gatos locais ou os felinos oriundos dos navios podem estar na origem da raça, já que muitos navios aportavam naquela ilha.
Desde que o gene dominante da falta de cauda esteja presente, as crias portadoras do gene podem ter uma cauda completa (longies), uma cauda curta, residual (rumpy riser), ou não ter cauda (rumpies). Segundo especialistas, é possível que em uma única ninhada encontremos todos estes tipos de cauda. Para efeitos de competição, apenas os gatos rumpy riser ou os rumpies podem competir, sendo todos os outros tipos de cauda enquadrados nas outras categorias.
Apesar de ser um gato relativamente pequeno, convém que o animal não seja demasiado curto, já que a mutação genética causadora da ausência de cauda pode provocar também a má formação da coluna vertebral e com isso, o animal ficará desprovido de terminações nervosas adequadas para um bom desenvolvimento quando adulto. Os gatos com esse problema nascem sem firmeza nas pernas traseiras, podem não ter intestino ou descontrolo urinário. Mas exceptuando estes problemas, depois do período mais crítico (primeiras 6 semanas), ele tem uma longa vida e poucos sinais de envelhecimento.
O Manx é um gato amigável, muito ligado à família, e com uma energia indescritível. Podem saltar mais alto do que possamos imaginar, não sendo difícil, quando os deixamos sozinhos, encontrá-los num ponto elevado da casa sem sabermos como ele foi lá parar. Um dono de Manx disse certa vez que se fosse um carro, os gatos desta raça seriam um com uma boa aceleração e que teriam boa estabilidade nas curvas rápidas. Brincadeiras à parte, os Manx são muito parecidos com um cão em certas características, como por exemplo a tendência que têm para enterrar e ir buscar objectos e brinquedos. Por serem tão ligados à família, dificilmente acostumam-se a outros donos senão os seus, apesar de serem amigáveis com qualquer pessoa.
Possui a cabeça redonda, com um focinho arredondado, queixo forte, a testa larga e o pescoço curto. O nariz é médio/longo, direito na Grã Bretanha e curvo nos Estados Unidos. A ponta do nariz deve condizer com a cor do manto. As orelhas são largas na base, médias em relação à cabeça, espaçadas entre si e apontadas para fora, com as pontas levemente arredondadas. Os olhos são redondos, grandes, sempre alertas e formam um pequeno ângulo com o nariz. Assim como o nariz, deve condizer com a cor da pelagem.
O corpo do Manx deve ser forte, atarracado, com uma boa estrutura óssea e ancas arredondadas, mais altas do que os ombros. As coxas musculosas, dão um porte atlético e distintivo à raça, de maneira que quando o pegamos ao colo, temos a impressão surpreendente que o Manx é mais pesado do que realmente é. As pernas dianteiras são curtas e afastadas, enquanto as traseiras são mais longas, podendo dar ao Manx um andar meio saltitante, semelhante a um coelho, característica que nos Estados Unidos é considerada um defeito. Os machos podem ser ligeiramente maiores do que as fêmeas.
Nos animais de pêlo curto, apresenta-se um manto duplo e muito espesso, que pode ser mais fino durante o verão. Quando tocamos um Manx, seu pêlo tem uma textura muito parecida com a do algodão. Seus pêlos protectores são um pouco mais compridos do que os outros. Nos gatos de pêlo longo, os animais também têm um manto duplo, de comprimento médio, denso, com comprimento variado dos ombros em direcção ao traseiro. O pêlo do pescoço do abdómen e das pernas (apenas até o meio)pode ser mais longo do que o do resto do corpo. Geralmente apresentam tufos de pêlo nas orelhas e nos pés. Os Manx de pêlo longo também podem sofrer variações no manto de acordo com as estações do ano.
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Mau Egípcio

origem: Egipto
esperança de vida: Mais de 15 anos
classificação: Pêlo Curto
peso: 2 para 5 kg
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Os murais do Antigo Egipto apresentam gatos com pintas idênticos ao Mau Egípcio. A maioria dos gatos tem como antecessor o Gato Selvagem Africano (Felis silvestris lybica), mas o Mau Egípcio é o que mais se assemelha ao seu parente selvagem. O Mau Egípcio pode ser encontrado ainda hoje no local onde se desenvolveu, as ruas de Cairo. “Mau” significa “Gato” em egípcio e não tem alguma relação com o personalidade do felino.
No antigo Egipto o gato era venerado e segundo a crença popular, o Mau Egípcio descende do gato simbolizado pelos Deuses Rá e Bast do antigo Egipto. Uma teoria que provém da marca distinta que o animal tem na testa e que lembra o escaravelho sagrado, símbolo que se vê com frequência na testa dos gatos representados nos murais egípcios.
O ressurgimento da raça remonta aos anos cinquenta, quando a princesa russa Nathalie Troubetskoy exilada em Itália se apaixonou pela pelagem única do Mau. Importou do Egipto uma fêmea que cruzou com um gato italiano. A raça só foi dada a conhecer na Europa quando as crias participaram pela primeira vez uma exposição de gatos em Roma. Poucos anos depois, Troubetskoy emigrou para os Estados Unidos onde o apuramento da raça atingiu o seu expoente máximo. No entanto, só quinze anos mais tarde é que esta raça foi reconhecida oficialmente, excepto na Grã-Bretanha onde ainda não adquiriu esse estatuto. Actualmente tem havido um esforço de reprodução de um gato com aparência semelhante na Europa, dado ser uma raça bastante escassa. Esta linhagem baseou-se originalmente em Tabbies resultantes do apuramento de Siameses Point Tabby. Para prevenir qualquer confusão, este grupo de gatos já não é denominado Mau Egípcio, mas sim Oriental Malhado de Pêlo Curto.
O Mau Egípcio é um gato que muito apegado à família. É famoso por receber os donos à porta com abanares de cauda e vocalizações de contentamento. Necessitam por isso de donos com mais tempo disponível para o gato. São moderadamente activos. Não gostam de estranhos, e recebem com dificuldade outros animais em casa. São bastante territoriais.
O Mau Egípcio é um gato de porte médio com uma aparência colorida e músculos desenvolvidos.A cabeça é arredondada com orelhas médias ou largas, sempre alerta e moderadamente pontiagudas. Os olhos são grandes, amendoados, mas sem serem redondos ou orientais. Os olhos são verdes claros. A tonalidade âmbar só é aceite em jovens adultos até um ano e meio de idade.O corpo é de comrpimento médio, com músculos desenvolvidos mas mantendo a sua graciosidade natural. A cauda é média e afunilando ligeiramente na ponta.
O Mau Egípcio possui uma atraente pelagem com pintas por todo o corpo. Também a pele é pintalgada. A pelagem é curta com um brilho lustroso. Na variante smoke, os fios são sedosos e finos, enquanto que na variante prateado e bronze a pelagem é densa.

Raças de gatos com a letra K

Korat
origem: Tailândia
esperança de vida: Mais de 15 anos
classificação: Shorthaired (Foreign)
peso: 2 para 5 kg
tamanho: Médio
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O Korat é símbolo de boa sorte no seu país de origem: a Tailândia. Acredita-se que o Korat seja uma das raças de gatos mais antigas, mas o primeiro registo conhecido do Korat data do período de Ayutthaya, entre 1350 e 1767. Em “O Gato-Livro de Poemas”, pode-se ler sobre a raça que se pensa ser o Korat:“Os pêlos são macios sem raízes,Como nuvens e pontas como prata.Os olhos brilham como gotas a cairNa folha de uma flor de lótus.”
Acredita-se que o nome desta raça foi dada pelo rei Rama V que terá perguntado ao avistar um exemplar: “Que belo gato, de onde é? A resposta que recebeu foi Korat, o nome de uma província tailandesa. Contudo, esta raça é conhecida na Tailândia pelo nome de Si-Sawat: “Si” significa cor e “Sawat” significa prosperidade. Esta última palavra é também o nome dado a um fruto ornamental, não comestível, da região, que tem uma casca brilhante de cor semelhante à pelagem deste gato.
Os tailandeses acreditam que os gatos prateados significam saúde e que os gatos da cor das nuvens, com olhos cor de arroz jovem significam boas colheitas. Na boda, era comum a oferta de um par de gatos Korat, ou Si-Sawat, à noiva, para desejar um casamento feliz.A primeira vez que o Korat foi exposto fora da Tailândia, poderá ter sido em nos anos 80 do século XIX, quando um gato entrou numa exposição felina no Reino Unido como um Siamês azul de cor sólida.
Na segunda metade do século XX, esta raça captou a atenção de soldados norte-americanos em serviço na Tailândia. Em 1959, o primeiro par de Korats chegou aos Estados Unidos da América, e a raça conquista rapidamente os apreciadores de gatos. Com a formação das associações de felinicultura, o Korat fez parte das primeiras raças a serem reconhecidas em 1965, pela Cat Fanciers´Association. Só mais tarde, em 1972 é que os modernos Korats chegam ao Reino Unido.
O Korat é um gato brincalhão com um ar doce dado pelos penetrantes olhos verdes. Mas não se deixem enganar, esta raça é bastante teimosa e gosta de levar a sua vontade avante. Sempre alerta, o Korat é gentil e cuidadoso, movendo-se devagar e silenciosamente e desgosta de movimentos bruscos ou sons muito altos.O Korat é um gato afectuosos que gosta de colo e de festas. O facto de terem apenas uma camada de pêlo faz com haja menos fios no ar quando é acarinhado ou escovado. Dão-se bem com outros gatos, mas gostam de ser o líder.
O Korat é um gato de porte médio, de uma cor apenas e com uma expressão alerta.A cabeça é em forma de coração enfeitada por olhos grandes de um verde bastante vivo. A cor dos olhos varia ao longo da vida do animal: enquanto recém-nascidos, os olhos são azuis, que depois mudam para âmbar com uma tonalidade esverdeada na adolescência. Os olhos só ganham o verde luminosos que caracteriza a raça entre s 2 e 4 anos. As orelhas grandes e redonda permitem que o Korat tenha uma excelente audição. De corpo musculoso, o Korat não é tão compacto como o Manx, nem tão longo como o Siamês. As pernas são finas e as patas pequenas. A cauda é de comprimento médio, afunilando na ponta.
O Korat só tem uma camada de pêlo que é de tamanho médio, fina e lustrosa. O pêlo é ligeiramente eriçado ao longo da espinha. O primeiro estalão do Korat define bem a importância da cor da pelagem deste felino. A Cat Fanciers’ Association escreveu no estalão da raça: “ O Korat é azul-acizentado desde a nascença até à morte. Não pode existir noutra cor. Se outra cor surgir, deixará automaticamente de ser um Korat”.Efectivamente, o Korat deve ser azul-acizentado por todo o corpo, com o pêlo prateado na ponta. Contudo, foi desenvolvido na Europa uma variação desta pelagem: o lilás. Apelidada de Thai Lilac, Tailandês Lilás, esta pelagem dificilmente será aceite no estalão do Korat.

Fonte:http://arcadenoe.sapo.pt/cats.php

quinta-feira, 7 de maio de 2009

raças de gato com a letra J

Javanês
origem: Grã-Bretanha
esperança de vida: Mais de 15 anos
classificação: Pêlo Semi-Longo
evolução da raça: Siamês, Abissínio
peso: 2 para 5 kg
alimentação: Médio
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O Javanês é originário da Grã-Bretanha e resultou de um programa de criação que tentou recriar o Angorá tradicional em 1973. Os gatos sob esta denominação, são contudo alvo de alguma controvérsia, visto não existir uma unanimidade quanto às características iniciais que os distinguem. Na Grã-Bretanha, o nome Javanês advém dos gatos provenientes de um programa de criação cujo objectivo era a recriação do Angorá. Na América do Norte, o nome está associado a formas de Balineses que não apresentam os quatro tradicionais points dos Siameses, enquanto que na Nova Zelândia são as formas uniformes e manchadas que caracterizam o Javanês. Em 1984, a raça ganhou o estatuto de Campeão. Em Outubro de 1989 o nome da raça foi alterado de Angorá para Javanês para ficar mais conforme ao seu aspecto oriental. O Javanês foi recentemente introduzido nos Estados Unidos, onde já é um Supreme Grand Champion.
Seu temperamento apresenta as características típicas de um gato oriental, sendo gracioso, ágil e amistoso.
Possui um corpo longo e esbelto; uma cabeça cuneiforme; olhos orientais, inclinados na direcção do nariz; orelhas grandes e amplas, com as pontas arredondadas; focinho anguloso e cuneiforme, com um nariz direito e cauda longa.

Fonte:http://arcadenoe.sapo.pt/cats.php

raças de gato com a letra I

Inglês
origem: Grã-Bretanha
classificação: Pêlo Curto
peso: 4 para 8 kg
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O Inglês de Pêlo Curto é uma das raças de gatos mais antigas. Julga-se que os primeiros exemplares tenham desembarcado em solo Britânico há mais de 2 mil anos, "transportados" pelas tropas do exército Romano.
Até ao século XVIII, desenvolveu-se naturalmente no Reino Unido, junto de quintas e nas ruas das cidades. Foi contudo uma das primeiras raças a ser reconhecida, mas na viragem do século XX começou a entrar em declínio e em 1950s estava quase extinta. Foi graças aos esforços reunidos de alguns criadores inglesas que a raça sobreviveu para se tornar uma das mais populares internacionalmente.
A raça foi originalmente reconhecida como Inglês Azul, pois era nessa cor que eram encontrados, contudo hoje em dia é criada em todas as cores sólidas e em numerosos padrões.
Óptimo companheiro, carinhoso, o British Shorthair adapta-se facilmente a qualquer ambiente; independente, convive com os seus donos como se fossem um dos seus, afeiçoando-se a quem lhe dá afecto.Não é contudo um gato de colo. Gostam de estar no chão e não toleram serem demasiadamente manuseados. Por isso, são bastante independentes e pouco exigentes em termos de atenção.Gentis e companheiros, mantêm os instintos aguçados, sendo óptimos caçadores.
O Inglês é um gato de porte médio a grande. Tendo-se desenvolvido nas ruas, e estando por isso fortemente pressionado pela selecção natural, é um animal com um corpo forte e musculoso. A cabeça é redonda e massiça com um nariz curto e orelhas pequenas e de pontas arredondadas. Os olhos grandes e arredondados são cor de laranja ou cobre, um azul e outro verde, verdes ou azuis esverdeados, sendo que o verde é preferível. A combinar com o corpo robusto, as pernas são curtas e fortes, com patas redondas e firmes. A cauda curta é grossa e arredondada na ponta.
A pelagem do British Shorthair é curta e densa. De textura fina, mantém-se contudo firme ao toque. O Inglês é encontrado em muitas cores e padrões. As cores devem ser uniformes até à raiz do pêlo, exceptuando nas variedades tabby e prateado.
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Inglês Creme
origem: Grã-Bretanha
esperança de vida: 9 - 15 anos
classificação: Pêlo Curto
peso: 4 para 8 kg
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Esta raça relativamente rara, é descendente do Chartreux, felino bastante antigo, que possui uma história confusa e com pouca documentação que comprove a sua origem. Pensa-se que o Chartreux tenha surgido há mais de 200 anos na França, a partir do cruzamento dos melhores gatos de rua da Europa. Na época da II Guerra Mundial, os Ingleses temendo a extinção da raça, começaram a cruzar os gatos Chartreux com Persas Azuis, surgindo dai o Inglês de Pêlo Curto. A variedade creme surgiu do cruzamento entre o gato escama de tartaruga com o azul. O reconhecimento oficial desta raça aconteceu nos anos 20, após o estabelecimento de um programa de criação. Geralmente o cruzamento de fêmeas azul-creme com machos cremes produz os melhores exemplares em termos de coloração de Pêlo.
Muito bem-humorado, inteligente e meigo. Convive muito bem na mesma casa com outros gatos. Corpo robusto e musculoso, de porte médio a grande; cabeça redonda e larga, com nariz curto; orelhas de tamanho médio e pontas arredondadas; olhos grandes e redondos, cobre, laranja ou dourados; pernas curtas mas bem proporcionadas; cauda curta e grossa, de ponta arredondada.
Sendo forte e rústico, não necessita de cuidados especiais com a saúde; deve-se escovar o seu pêlo, no mínimo duas a três vezes por semana, com escova de cerda natural áspera, em ambos os sentidos. Como é bastante higiénico, o banho pode ser dado mensalmente, devendo no entanto ser habituado a este "ritual" desde pequeno, caso contrário mais tarde terá algumas dificuldades.
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Inglês Preto
origem: Grã-Bretanha
esperança de vida: 9-15
classificação: Pêlo Curto
peso: 4 para 8 kg
tamanho: Grande
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Símbolo do azar, o gato preto têm sido alvo de medo, superstição e veneração ao longo da história. Apesar deste tipo de crenças, esta raça, dona de uma beleza singular, é dócil e companheira, não possuindo nada que justifique as três batidas na madeira com os nós dos dedos. Foi uma das primeiras raças a ser exibida no Palácio de Cristal de Londres, no final do século XIX, sendo utilizados para a sua criação selectiva, os melhores exemplos de gatos vadios Ingleses.
Bem-humorado e muito inteligente, adapta-se bem à vida em casa.
Corpo forte , corpulento e musculoso; cabeça redonda e larga, com orelhas de tamanho médio e arredondadas nas pontas; olhos grandes, redondos, cor-de-laranja vivo ou cobre; patas curtas e bem proporcionadas; cauda curta e grossa.
Para manter a pêlo bonito e vivo , escove-o duas vezes por semana, com uma escova macia; os banhos podem ser dados a cada dois meses.

Raças de gato com a letra H

Havana
origem: Grã-Bretanha/EUA
classificação: Pêlo Curto
peso: 2 para 4 kg
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Gatos marrons são conhecidos há séculos. Sua origem é provavelmente do Sudeste da Ásia, tendo sido primeiro a chegar na Europa, no século XIX, um siamês.
O gato de Havana é um gato siamês chocolate em que o fator de diluição da cor que produz marcas do siamês não atua, ainda que os criadores americanos, no desenvolvimento desta raça, tenham-se afastado bastante do original e, na atualidade se considere defeito o tipo que apresenta cabeça de siamês. A raça foi desenvolvida por criadores britânicos que exportaram pela primeira vez gatinhos Havana para os Estados Unidos em 1956. Dois anos mais tarde, o GCCF reconheceu a raça mas refutou o nome de gato de Havana temendo que isso trouxesse confusão no tocante à origem da raça, razão por que esta se tornou conhecida com o nome de Marrom-castanho de pêlo curto. Na América, ela é conhecida como Marrom-Havana e em, 1970 a associação oficial britânica concordou em devolver-lhe o nome oficial de havana.
Mrs. Elsie Quinn importou a primeira Havana fêmea, Roofspringer Mahogany Quinn, da Inglaterra em 1956. A raça ganhou o status de campeã na CFA (Cat Fanciors Association) em 1º de Julho de 1964.
Mahogany Quinn acasalou com Laurentide Brown Pilgrim de Norwood, também muito importante, e produziram o primeiro Havana que realizou o status de Grande Campeão na CFA, Quinn's Brown Satin de Sidlo. Todos os Havanas na América do Norte hoje podem ter traços da herança desse gato.
Na Inglaterra, o Havana tende a seguir o tipo do Siamês. Enquanto na América do Norte, as raças conservam a aparência mais importante, e a teoria da genética básica que produziu o Havana foi reaplicada para produzir as muitas cores do Oriental.
Características
O padrão britânico exige que o gato tipo estrangeiro apresente uma ossatura fina, um corpo longo, delgado e sinuoso, e de proporções graciosas. As patas devem ser delgadas com pés ovais e bem delimitados, sendo as traseiras ligeiramente maiores que a dianteira. A cauda é longa em forma de chicote e não deve apresentar qualquer peculiaridade. A cabeça deve ser longa e bem proporcionada, estreitando-se para um focinho muito fino; as orelhas são grandes e retas, amplas na base e bem separadas. Os olhos do Havana são verdes, largos, ovais, expressivos e sua posição é um pouco mais baixa que na maioria das raças.
O padrão americano requer um tipo estrangeiro menos rigoroso, de olhos em forma oval e orelhas ligeiramente arredondadas nas pontas. Especifica também que, quando vista de perfil, a cabeça deve apresentar uma saliência distinta ao nível dos olhos e um bigode interrompido. Os machos são maiores e mais pesados que as fêmeas.
A pelagem curta e lustrosa deve ser uniformemente distribuída e apresentar uma coloração marrom-castanho. Alguns gatos têm uma tendência melânica que é considerada defeito nos concursos e muitos perdem sua cor em diferentes pontos durante períodos quentes do verão, e o extremo de suas caudas descoram em uma tonalidade ruiva e, obviamente, eles não devem ser expostos nessas épocas do ano.
Criadores britânicos constataram que o acasalamento contínuo de exemplares desta variedade, no início de sua criação, levava à perda do vigor; amarelamento da cor dos olhos e escurecimento da pelagem. Eles corrigiram evitar isso cruzando-a com siamês chocolate point, que tem ajudado a manter as características rigorosas exigidas pelo padrão britânico para o tipo estrangeiro.

Comportamento
Esta é uma raça sadia e extrovertida com a qual os criadores não tem encontrado as dificuldades digestivas pelo leite tão freqüente nos siameses. É, contudo, de certa forma suscetível ao frio e a umidade. Este é o gato perfeito para a pessoa que queira um companheiro felino sociável, afetuoso e inteligente.

Fonte:http://www.petsecia.com/gatos/havana.htm, http://arcadenoe.sapo.pt/cats.php

Raças de gato com a letra G

Gato Mosqueado da Califórnia
origem: Estados Unidos
data de origem: 1971
esperança de vida: 15 a 20 anos
peso: 4 para 8 kg
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Embora possa parecer que o Gato Mosqueado da Califórnia descende de um gato selvagem, na verdade, foi criado a partir de uma mistura de gatos domésticos, nomeadamente de raças com pedigree, tais como o Abessínio, o Siamês, Manx, entre outros, e de um gato selvagem do Cairo. Embora já exista à cerca de 30 anos, esta raça ainda é pouco vulgar, tanto na América do Norte como no resto do mundo e ainda não foi reconhecida oficialmente por nenhum dos grandes organismos internacionais de felinicultura.
Gato grande, magro, comprido e bem musculado, com a testa arredondada, malares largos e salientes, olhos ovais dourados ou verdes, orelhas arredondadas, espetadas e implantadas na parte superior da cabeça e uma cauda afilada com uma ponta aredondada. O pêlo é curto e macio, mais comprido na cauda e na parte inferior da barriga. O seu temperamento é activo, dócil e sociável. É um gato meigo, nada exigente, mas muito independente e enérgico.
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German Rex
origem: Alemanha
data de origem: 1946
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Os alemães consideram o German Rex o mais antigo gato Rex do mundo, pois alguns exemplares foram notados no país ainda na década de 30. Mas eles não foram devidamente registrados por causa do caos do período entre guerras. O desenvolvimento da raça só aconteceu após o final da 2ª Guerra Mundial, o que torna o German Rex um contemporâneo de seus "primos" ingleses. É uma história curiosa, que envolve a persistência de uma médica berlinense, a doutora Rose Scheuer-Karpin, e a teimosia de uma gata.
Tudo começou em 1951, quando a doutora se afeiçoou a uma gata preta, de estranhos pêlos ondulados, que se escondia pelos cantos mais quentes do pátio do hospital onde a médica trabalhava.
Curiosa, a médica levou-a para casa e tentou cruzar a gata, que ganhou o nome de Lämmchen por causa de sua aparência de ovelha, a fim de obter mais filhotes frisados. Mas Lämmchen "casou" com um gato que não carregava o gene recessivo e, ano após ano, ninhada após ninhada, nenhum outro filhote com a característica da mãe surgiu. Fiel, a gata se recusava a cruzar com seus filhos machos.
Quando o companheiro de Lämmchen morreu, ela passou quase um ano em resguardo de "viuvez", até finalmente aceitar a corte de um filho macho. Em 1957, então, deu à luz gatinhos com pelagem ondulada e teve começo, assim, a criação de uma nova raça de gatos. Em 1964, ano da morte da matriarca Lämmchen, a raça foi apresentada pela primeira vez numa exposição em Dresden, e muitos exemplares foram levados para a Inglaterra e os Estados Unidos.
A raça é mais popular na Europa e pouco difundida nos Estados Unidos, onde é reconhecida pela Word Cat Federation (WCF), e não pela CFA. No Brasil, o pioneiro na sua criação foi Paulo Ruschi, que mora em Nova York desde 1992 e é vice-presidente da WCF desde sua fundação, em 1988. Paulo trouxe uma premiada fêmea branca em 1988, Aisha Von Assindia, e um macho vermelho, Phenix Von Bavária. Alguns exemplares de German Rex ainda existem no Brasil, mas não há registro de criação.
De acordo com o padrão aceito pela FIFe, o German Rex deve ter tamanho médio e corpo bem constituído, levemente musculoso, ou seja, é mais forte que os ingleses Cornish e Devon Rex. O peito é arredondado e as costas, retas. O gato tem também a face um pouco mais arredondada, com bochechas bem desenvolvidas, orelhas grandes e de pontas arredondadas.O queixo, forte, tem uma pelagem suave na parte inferior, gostosa de ser acariciada. Sua aparência, excetuando a pelagem, é mais próxima da de um gato doméstico. São aceitas todas as cores na raça. O temperamento é descrito como afetuoso e muito brincalhão, com nível de atividade alto, embora menor que o de seus colegas ingleses.Cuidar da pelagem do German Rex é fácil: a própria oleosidade da mão ajuda a mantê-la ondulada e brilhando, desde que se acaricie o gato no sentido da cabeça à cauda. Na parte dianteira do gato, os pêlos são mais finos e macios, engrossando na parte traseira e na cauda. As ondulações também aparecem nos bigodes, tortos ou curvos, às vezes voltados para baixo.

Fonte: http://www.petbrazil.com.br/bicho/gatos/gen13a.htm, http://arcadenoe.sapo.pt/cats.php

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Raças de gato com a letra E

Europeu Comum
origem: Europa
data de origem: Antiguidade
esperança de vida: 14 a 16 anos
evolução da raça: Gatos em liberdade, Inglês
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O Europeu Comum é uma raça de gatos de porto médio a grande que se desenvolveu naturalmente, ou seja, nem nenhum tipo de regras de criação. Esta raça é actualmente reconhecida internacionalmente e possui standard sob o nome Europeu.
A história do Europeu é bastante semelhante à do American ou British Shorthair, que também se desenvolveram em quintas e em liberdade, mas na verdade o Europeu é muito menos popular.
Desenvolvida naturalmente, nas cidades europeias, com pouca intervenção do homem durante séculos, o Europeu tem um vasto continente que lhe deu abrigo. Apesar disso, a raça permanece rara. Até 1982, o Europeu era classificado como British Shorthair, até que a FIFé optou por individualizar a raça, de forma a estimular a criação e proteger esta variedade europeia.
O Europeu conseguiu manter a sua pureza sobretudo na Europa do Norte. No Reino Unido, estes gatos foram cruzados com o British Shorthair e possivelmente com Persas, mas na Finlândia, onde a raça é muito popular, o Europeu foi mantido livre de cruzamentos entre outras raças. Tem partido dos países do Norte da Europa um grande esforço de conservação da raça que passa sobretudo pela criação de clubes dedicados ao Europeu. Actualmente, existem clubes na Finlândia, Noruega, Alemanha e Dinamarca.
É comum a prática de registo para fins veterinários de felinos rafeiros como Europeus, isto devido ao amplo leque de cores permitido pelo estalão e também porque os Europeus Comuns se desenvolveram em liberdade, muito semelhante à forma de vida da maioria dos gatos sem raça definida. Para ajudar a esta confusão entre gatos de rua e o Europeu, a FIFé aceita ainda registos iniciais destes gatos, devido à raridade da raça. Isto quer dizer, que as pessoas podem recolher um gato da rua e desde que tenha uma conformação semelhante à do Europeu, podem registá-lo como tal. Contudo, isto é raro acontecer, devido às exigências do estalão.
Mas os gatos sem raça definida não são Europeus Comuns. Este não pode ser fruto de cruzamentos de raças diferentes, nem ter ascendentes de outras raças. Para além disso, o Europeu tem de obedecer à conformação descrita no estalão para que seja aceite como tal.
A raça Europeu ainda é relativamente desconhecida. Por um lado, a confusão entre Europeus e gatos sem raça definida, fez com que o nome se banalizasse e consequentemente que poucos criadores se interessassem pela raça. Por outro lado, a raça é relativamente recente, e ainda não é reconhecida por outras associações internacionais de felinos, enquanto que os seus primos, o Americano e o Inglês têm já uma popularidade bem estabelecida nos seus países de origem.
Apesar de se ter desenvolvido livremente, o Europeu sempre esteve em contacto com os humanos e não é um gato selvagem. Contudo, devido à sua ascendência incerta, o Europeu varia muito em termos de personalidade. Alguns são territoriais e independentes, outros mostram-se mais afectuosos. Apesar disso, o Europeu é um gato sociável e sobretudo um animal com grande capacidade de adaptação. Por isso são boas escolhas para quem tem outros animais, tais como cães, ou para quem tem crianças. É um pouco temperamental, mas um óptimo exterminador de ratos. É pouco vocal, mas muito brincalhão, não sendo demasiado vivo. Gosta de poupar as energias para quando estas são realmente necessárias. Curioso e explorador, gosta de ter acesso ao exterior.
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Exótico

origem: Estados Unidos da América
esperança de vida: 10 a 15 anos
classificação: Pêlo Longo
evolução da raça: Persa e American Shorthair
peso: 3 para 6 kg
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O Exótico surgiu nos Estados Unidos no final dos anos 60. Foi pensado por criadores do American Shorthair que queriam introduzir nesta raça uma variedade de pêlo longo. Em vez disso, acabaram por pegar num gato de pêlo longo e torná-lo num gato de pêlo curto. O Exótico nasceu do cruzamento entre Persas e outros gatos de pêlo longo com o American Shorthair. Mas, ao contrário do que se esperava, em vez de se produzir um American Shorthair de pêlo longo, produziu-se um Persa de pêlo curto. Curiosamente, no seu país de origem, o Exótico é ainda julgado na categoria de gatos de pêlo longo.
A raça foi reconhecida oficialmente nos Estados Unidos em 1966, tendo posteriormente alcançado o reconhecimento na Europa.
O Exótico é em tudo semelhante ao Persa, exceptuando no comprimento do pêlo. Assim, o seu temperamento é gentil e afectuoso. Calmo, a sua voz é raramente ouvida pelo dono. Exigem bastante atenção por parte do dono e gostam de ser afagados no colo.
Um dos traços que herdou do American Shorthair é o gosto pela brincadeira. Estes gatos curiosos são óptimos animais de estimação para quem gosta da aparência do Persa, mas não quer ter o trabalho diário de escovar o pêlo.
O Exótico tem um porte médio a grande. A cabeça é redonda e larga com nariz arrebitado curto. O stop é como nos Persas, bastante pronunciado. As orelhas são pequenas e arredondadas e olhos são grandes e redondos, de cor dourada. As patas curtas e fortes sustentam um corpo maciço e arredondado. A cauda é curta e felpuda.
A pelagem é densa e de textura suave. Não permanece junto ao corpo, mantendo-se ligeiramente levantada. O comprimento do pêlo é um pouco maior do que o dos gatos de pêlo curto, mas não o suficiente para esvoaçar.
O Exótico tem-se tornado numa raça popular devido à sua semelhança com o Persa, sem acarretar contudo a necessidade de tanta manutenção. Contudo, o Exótico necessita que o pêlo seja escovage em média duas vezes por semana.